"Vai, estás livre, tornamos a dizer-lhe, e ele não vai, ficou ali parado no meio da rua, ele e os outros, estão assustados, não sabem para onde ir, é que não há comparação entre viver num labirinto racional, com é, por definição, um manicómio, e aventurar-se, sem mão de guia nem trela de cão, no labirinto dementado da cidade, onde a memória para nada servirá, pois apenas será capaz de mostrar a imagem dos lugares e não os caminhos para lá chegar." (José Saramago) |
segunda-feira, abril 20, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
azul nublado
o céu gritou o choro estancado,
vestido de flores bordadas.
a festa, bela tarde
com som de mar quebrando pedra,
fez tilintar o vento.
vestido de flores bordadas.
a festa, bela tarde
com som de mar quebrando pedra,
fez tilintar o vento.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
terça-feira, janeiro 13, 2009
A “[...] transformação das cidades nos põe em contato excessivo com o outro, numa invasão constante de espaço subjetivo.” (Reis, 1996:87). Tem-se, nesse contexto, uma intensa fonte de estímulos em um intervalo de tempo cada vez menor que, tanto consumimos imagens, informações, etc.; quanto somos consumidos pelas sensações, impressões freqüentes e mal conseguimos filtrá-las. O tempo todo somos convocados a viver no sentido de evitar sentir medo, dor, adoecer, em fim, de se deparar com o súbito ou o inesperado ou com o imprevisível; assim, pagamos pela saúde, pela segurança; compramos coisas para ter a felicidade, segurança, lazer etc. Em função disso pagamos por um momento que não se vive.
REIS, Eliana Schueler. Múltiplos EUS. in: Vários autores. Pontos de Fuga: Visão, tato e outros pedaços. Editora Taurus e Associação Pró-Universidade Livre do Rio de Janeiro, 1996, p.85-96.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
segunda-feira, dezembro 22, 2008
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